#CastelliECorp - 2014-Sep-21

Professor anfitrião 

A hospitalidade tem sido uma espécie de oxigênio que manteve vivo o elo social dos hominídeos no decorrer dos séculos. Sem o exercício do dar, receber e retribuir praticado pelos integrantes das comunidades, teríamos sucumbido como espécie. Se assim o é, como proceder para que essa temática passe a ser inserida, com destaque, na proposta educativa da comunidade escolar?


O vislumbre de uma educação movida pela cultura da hospitalidade requer que os professores se apropriem dos fundamentos dessa cultura e passem a agir como anfitriões, em especial, quando em contato com seus alunos. Afinal, um anfitrião, no domínio doméstico, comercial e até mesmo educacional, exerce o ato de receber, hospedar, alimentar, entreter e despedir-se do visitante. Não é isso que o professor realiza diariamente nas interfaces com seus alunos? Os gestos e sinais de hospitalidade que o professor necessita colocar em evidência para portar-se como verdadeiro anfitrião são a prática do respeito, da cortesia, da amabilidade, da tolerância, da generosidade e do espírito de serviço, que lhe dará brilho nos olhos com consistência. Dessa forma, cria-se um ambiente propício para a educação e o exercício da cidadania.


A grande súplica pró educação está direcionada para uma proposta educacional que coloque em destaque a formação das atitudes e, dentre elas, a atitude hospitaleira. Atitude essa que põe a pessoa, o profissional e o cidadão no mais alto do pódio. As estatísticas mostram que as pessoas são contratadas pelos seus conhecimentos e habilidade e são despedidas em razão das suas atitudes. O que é que os processos formativos propostos pelas instituições de ensino estão fazendo para equacionar essa lacuna?


Além dos cinco atos integrantes do processo da hospitalidade que o professor pode inserir no processo educativo, quando do exercício das suas atividades, compete-lhe, também, como anfitrião, disponibilizar ambientes físicos, emocionais e intelectuais pertinentes. Dessa forma, atua em diferentes dimensões do ser humano, desarmando-o de qualquer pré-conceito, e efetivando o processo ensino-aprendizagem.


O professor, ao exercitar suas atividades como anfitrião, ingressa num patamar de excelência que o tornará um profissional com brilho nos olhos de maneira consistente. Qual aluno não gostaria de conviver com professores com esse perfil? Qual o docente não desejaria compartilhar esse ambiente escolar? O desafio está lançado: professor anfitrião!


Geraldo Castelli
Professor e diretor da Castelli Escola Superior de Hotelaria